Qual é outro nome para um riquexó motorizado?
Deixe-me dizer-lhe uma coisa: se já viajou pela Ásia, África ou América Latina, certamente já viu aqueles pequenos veículos de três rodas a circular por aí. Há anos que viajo entre cidades destas regiões e, sinceramente? Os riquexós motorizados são o meu meio de transporte favorito. São pequenos o suficiente para passar por ruelas estreitas onde os carros não conseguem chegar, baratos o suficiente para eu nunca me preocupar com o preço e barulhentos o suficiente para os ouvir a chegar antes mesmo de os ver. Mas eis uma coisa que descobri rapidamente: ninguém diz realmente "riquexó motorizado" na vida real. Tipo, nunca.
Se já parou numa esquina a pensar: "Espera lá... como é que as pessoas chamam a estas coisas?", saiba que não está sozinho. Vou partilhar todos os apelidos que já ouvi, desde os mais conhecidos até aos estranhos termos locais que só se descobrem a falar com um motorista. Nada de jargões complicados, nada de explicações genéricas esquisitas, apenas a experiência real de quem já andou dezenas de vezes nestes veículos. Seja para planear uma viagem, para quem adora curiosidades sobre transportes ou para quem tem curiosidade em saber como se fala destes meios de transporte pelo mundo, este artigo é para si.
1. Os apelidos que realmente te vão garantir boleia (testei todos)
Esqueça os termos formais como "auto riquexó". Quando estiver numa rua movimentada, precisa dos nomes que os habitantes locais realmente usam. São estes nomes que fazem o motorista acenar para parar antes mesmo de terminar a palavra, e eu usei todos eles durante as minhas viagens.
Primeiro: Tuk-tuk. Sim, provavelmente já ouviu esta palavra, mas não é apenas um termo turístico. Quando estava em Banguecoque, a comer pad thai em bancas de comida de rua, os vendedores gritavam "tuk-tuk!" para mim como se soubessem que iria precisar de uma boleia até ao próximo mercado.
O nome vem diretamente daquele barulho característico de "tuk-tuk-tuk" que os motores antigos fazem. Bem óbvio, certo? E está por todo o lado. Uma vez, chamei um "tuk-tuk" em Colombo, no Sri Lanka, na esperança de ter de me explicar — mas o motorista limitou-se a sorrir, acenou com a cabeça e deu-me passagem. Sucesso total. Depois, temos o "auto" — curto, simples e feito para o Sul da Ásia. Na Índia, no Paquistão e no Bangladesh, é assim que todos lhes chamam. Passei um mês em Deli e, sempre que precisava de ir a algum lado, pegava na minha mala e gritava "auto!" na rua. Em 10 segundos, um parava. Não é chique, mas funciona. Os habitantes locais não têm tempo para a frase completa "auto riquexó", por isso abreviaram-na — e pegou. O mesmo acontece com as "três rodas" no Sri Lanka e no Nepal. Sem firulas, apenas o que é. Você diz isso e todos sabem do que se trata. Sem confusão, sem palavras extra. E não subestime o nome "Bajaj". Ouvi isto pela primeira vez na Indonésia e pensei que fosse apenas calão local — até que um motorista me explicou a história. Vem da Bajaj, um dos maiores fabricantes de riquexós motorizados da Índia, tal como as pessoas chamam a qualquer lenço de papel Kleenex. Antigamente, Bajaj era basicamente o único nome em que as pessoas confiavam para estes veículos, pelo que as pessoas começaram a chamar "Bajaj" a todos os triciclos por hábito. Agora ouve-se na Tanzânia, em Madagáscar e até em partes do Sudeste Asiático. Apanhei um em Jacarta, e o motorista riu-se quando lhe disse que sabia de onde vinha o nome — disse que a maioria dos turistas não faz ideia.
2.º Por que razão estes nomes pegam (e não é por acaso)
Antes, pensava que estes apelidos surgiam do nada — alguém gritava uma palavra e ela pegava nela. Mas depois de falar com vários condutores e locais, percebi que cada um deles tem uma história real por trás. Estão ligados à forma como as pessoas realmente convivem com estes veículos, e não a alguma explicação genérica de um manual. Veja-se o caso de “tuk-tuk” — é simplesmente uma imitação de som. O barulho do motor é inconfundível, e os moradores começaram a copiá-lo para chamar os condutores. É informal, fácil de recordar, e até os turistas aprendem num dia. Conheci um motorista em Phnom Penh que disse adorar o nome porque transmite uma sensação de “alegria” — as pessoas sorriem quando o dizem, mesmo quando estão com pressa. Este é o tipo de detalhe que não se encontra num robô. “Bajaj” tem tudo a ver com notoriedade da marca. Imagine que cada lenço de papel é um Kleenex, todo o refrigerante é uma Coca-Cola — foi exatamente isso que aconteceu aqui. Há anos atrás, a Bajaj era o principal fabricante destes veículos em muitos países, pelo que as pessoas simplesmente começaram a chamar-lhes todos "Bajaj". Agora, mesmo que o condutor tenha uma marca diferente, o nome mantém-se. É hábito, é familiar, é fácil. Sem complicações. Depois, há as versões abreviadas: "Auto" e "Three-wheeler" (triciclo). Sejamos realistas — quando se está com pressa para apanhar boleia antes que chova, não se quer dizer um termo longo e sofisticado. Os locais abreviam "auto rickshaw" para "Auto" porque é mais rápido, tão simples quanto isso. "Three-wheeler" é ainda mais direto: olhem para ele, tem três rodas. Porquê complicar? Essa é a questão — estes nomes são práticos, e é por isso que se mantêm há tanto tempo.
3.º Gíria local que não encontrará em guias turísticos
Os nomes globais são úteis, mas a parte divertida são os nomes locais estranhos — aqueles que nos fazem pensar: "Chamam-lhe O QUÊ?". São os termos que as pessoas usam entre si e que revelam muito mais sobre um local do que qualquer guia de viagem. Colecionei estes termos ao longo de anos a viajar e são a minha parte favorita. No Bangladesh, ouvi dois que me fizeram rir: "Baby taxi" e "CNG". "Baby taxi" é exatamente o que parece — os riquexós motorizados de lá são muito mais pequenos do que os da Índia, quase fofos. Andei num em Dhaka e era tão pequeno que mal cabia a mochila. O condutor deu uma risadinha e disse: "O bebé táxi é o melhor para ruas estreitas — os carros não conseguem ir para onde nós vamos!". "GNG" é ainda mais direto. Significa gás natural comprimido, o combustível da maioria deles. Os habitantes locais simplesmente abreviaram para CNG e é agora o nome mais comum. Perguntei a alguém porque não diziam o nome completo e a pessoa respondeu: "Para quê? Toda a gente sabe o que significa CNG." Tudo bem. No Nepal, alguns triciclos são designados por "Tempo". E não, não tem nada a ver com velocidade — acredite, não são assim tão rápidos. Um motorista em Katmandu contou-me que o nome vem de uma antiga marca de riquexós motorizados que era muito popular por lá. A marca já não existe, mas o nome pegou, sobretudo para os modelos maiores e mais robustos que enfrentam as estradas esburacadas fora da cidade. É como um pequeno pedaço de nostalgia ligado a estes veículos. Depois, temos o "Cocotaxi" de Cuba — sem dúvida, a alcunha mais engraçada de todas. Estes riquexós motorizados são amarelo-vivo, com um teto arredondado que faz lembrar um coco. Os habitantes locais começaram a chamar-lhes cocotaxis, e agora são praticamente uma atração turística. Vi-os por toda a Havana — os condutores decoram-nos com flores, autocolantes e até luzinhas. O nome combina na perfeição, e é difícil não sorrir ao ouvi-lo.
Resumindo
Assim, para responder à pergunta: Qual é outro nome para um riquexó motorizado? Não há uma resposta única — tudo depende do local onde se encontra. Mas se se lembrar de tuk-tuk, auto ou bajaj, vai virar-se em quase qualquer lugar.
Estes nomes não são apenas palavras. Fazem parte da atmosfera das cidades de onde vêm. São o som de um condutor a chamar passageiros, o aceno rápido de um habitante local a pedir uma corrida, as pequenas histórias que se ouvem quando se pergunta a alguém sobre a origem de um nome.





