Tuk-tuk elétrico poupa combustível no percurso diário no Sudeste Asiático.

2026/04/07 15:46

As ruas de Banguecoque são sempre um caos — buzinas a tocar sem parar, motas a ziguezaguear loucamente e aquele barulho constante dos antigos tuk-tuks a gás. Somchai tem 42 anos, conduz um tuk-tuk há 15 anos e, para ele, todo aquele barulho, aquele caos? Costumava ser um grande peso financeiro. Mas desde que mudou para um tuk-tuk elétrico, no início deste ano, as coisas mudaram — muito para melhor, muito mais do que alguma vez imaginara. "Não poupo só gasolina, sabe?", diz, limpando o suor da testa enquanto estaciona perto de um mercado movimentado. "Na verdade, consigo ficar com mais do que ganho. É a diferença entre mal conseguir pagar as contas e ter dinheiro para enviar para a minha família."


riquexó de 3 rodas


Para resumir: os tuk-tuks tradicionais têm sido o meio de transporte preferido nas cidades do Sudeste Asiático desde que me lembro. Mas, no último ano, com os preços globais do petróleo a subirem para mais de 90 dólares por barril, os condutores como Somchai ficaram sem dinheiro. O combustível não era apenas uma despesa — consumia quase 40% dos seus rendimentos diários, e não havia nada que pudessem fazer quanto a isso. Um beco sem saída total.“Antes, gastava 6.000 baht todos os meses em GPL pelo meu antigo tuk tuk – isto equivale a cerca de 170 dólares”, diz Somchai, encostando-se ao seu elétrico. "Isto não é troco, não aqui. Eu trabalharia 12 horas por dia, seis dias por semana, e ainda assim mal teria o suficiente para cobrir a renda e a alimentação, muito menos reservar algo para emergências. Um amigo falou-me sobre tuk tuks elétricos e, honestamente, eu estava cético. Pensei que seriam frágeis ou que carregar seria um incómodo total. Mas estava desesperado - não tinha outra escolha - por isso tentei."


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Depois surgiu o tuk-tuk elétrico — e posso garantir que mudou tudo. Sem floreados, apenas factos. Somchai escolheu um TukTuk Electric, um dos primeiros triciclos elétricos para transporte por aplicação na Tailândia. Diz que sentiu a diferença logo no primeiro dia.

"Antes parava na bomba de gasolina pelo menos duas vezes por dia, à espera na fila, perdendo tempo que poderia estar a usar para ganhar dinheiro. Agora? Ando com o meu tuk-tuk em casa durante a noite. Custa apenas 80 baht — menos de 2,50 dólares — e isso é suficiente para um dia inteiro de condução, cerca de 120 km. Chega de estar à espera, chega de chegar a casa a cheirar a gasolina. E a poupança? É absurda, pá. Absurda."


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Vamos falar a sério sobre os números — nada de tabelas mirabolantes, apenas o que Somchai me contou. Com o seu antigo tuk-tuk a gás, gastava 6.000 baht por mês em combustível, mais 1.200 baht em manutenção — mudança de óleo, velas, reparação do motor, essas coisas. Total? 7.200 baht, cerca de 205 dólares. Agora, com o elétrico? Gasta 1.400 baht por mês em recarga e apenas 300 baht em manutenção — os motores elétricos têm muito menos peças que se avariam, percebe? Isto dá 1.700 baht no total, no máximo 48 dólares. Portanto, está a poupar 5.500 baht por mês, 155 dólares. Isto é dinheiro a sério — dinheiro que ele pode usar a sério, e não deitar fora com gasolina.E isto não acontece apenas na Tailândia. Falei com motoristas em todo o Sudeste Asiático e as histórias são quase as mesmas. A mesma dificuldade, o mesmo alívio quando mudam para carros elétricos.


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A economia de combustível é enorme, mas há mais do que isso. Os tuk-tuks elétricos são muito mais baratos de reparar. Pense: os motores elétricos têm menos 90% de peças móveis do que aqueles antigos motores a gasolina. Assim, nada de mudanças de óleo, velas de ignição ou sistemas de escape. Isto representa centenas de dólares poupados todos os anos, facilmente. Dinheiro que fica no bolso deles, não no do mecânico.E, ao contrário dos preços da gasolina, que sobem e descem como uma montanha russa — uma semana estão baixos,Depois, os preços disparam — as tarifas de eletricidade aqui mantêm-se bastante estáveis. Os motoristas conseguem planear melhor os seus orçamentos porque sabem exatamente quanto vão gastar com o carregamento a cada mês. Chega de acordar com notícias sobre o aumento dos preços do petróleo e entrar em pânico a pensar como pagar o combustível da semana. É um alívio enorme.


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Além disso, como os custos são mais baixos, muitos motoristas podem reduzir um pouco as tarifas e, ainda assim, ganhar mais dinheiro. Isto significa mais clientes — as pessoas também adoram poupar nas corridas. "Costumava cobrar 50 baht por uma corrida curta", diz Somchai. "Agora cobro 45 e consigo muito mais corridas do que antes. Os clientes dizem que preferem o meu tuk-tuk elétrico porque é silencioso e limpo. Sem fumo, sem ruído alto. É bom para todos."