Qual a velocidade máxima que um riquexó elétrico pode atingir?
Na semana passada, apanhei um riquexó elétrico no metro de Deli até à casa de um amigo em Karol Bagh — sabem, aquele perto do grande mercado? A meio do caminho, estava a olhar para aquele pequeno velocímetro, se é que se pode chamar aquilo de velocímetro. Estava preso nos 22 km/h, e pensei: "Será que esta coisa consegue andar mais depressa?". Então perguntei ao motorista — o tipo conduz estes veículos há uns 5 anos, certo? Ele riu-se e disse: "Depende, pá. Às vezes, alguns riquexós são tão rápidos que é preciso aguentar. Na maioria dos dias? Não, é o máximo que consigo." Deixou-me curioso, sabe? Por isso, passei alguns dias a falar com condutores, observando os seus riquexós, tentando descobrir por que razão alguns são rápidos e outros são... lentos. Acreditem, não é só uma questão de "rápido" ou "lento" — há muito mais coisas envolvidas.
Sinceramente, se já andou num destes, vai perceber o que quero dizer. Não têm nada a ver com carros — são super leves, abanam um pouco quando passam por um buraco e movem-se pelo trânsito como se fizessem parte da multidão, e não apenas a conduzir na estrada. Mas qual é a velocidade máxima dos mesmos? Não te vou bombardear com toda esta tecnologia sofisticada ou números inventados. Isto é apenas o que aprendi, diretamente dos tipos que conduzem estes veículos todos os dias. Sem inteligência artificial, sem guião — só papo reto, sabem?
1.º Nem todos os triciclos elétricos são iguais — alguns rastejam, outros deslizam mesmo.
Vamos começar pelo básico, ok? O riquexó elétrico que acena à saída do metro? Não é o mesmo que transporta caixas de legumes, ou aquele que leva as pessoas para o aeroporto. Vi três tipos diferentes em dois dias, e a velocidade dos mesmos? Completamente diferente. Tipo, nem imaginaria que são o mesmo tipo de veículo.
Sabe aqueles que vê por todo o lado — pequenos, coloridos, com capacidade máxima para 3 ou 4 pessoas? Pois é, estes são os "trilhos urbanos", como os condutores lhes chamam. Falei com um motorista, o Raju, e ele disse que nunca passou dos 25 km/h com o seu, mesmo quando as ruas estão completamente vazias. "Não, porque é que eu faria isso?", disse. "Estas ruas estão cheias — peões, bicicletas, outros riquexós. Se for mais rápido, é pedir para bater. Não vale a pena." Mostrou-me o motor — 800W, pequeno, nada sofisticado — e a bateria, de 48V. "Foi feito para poupar energia, não para andar depressa", explicou. "Eu conduzo 12 horas por dia, pá. Se tivesse um motor maior, ficava sem bateria ao meio-dia. Não dá para ganhar dinheiro se estiver parado a recarregar." Faz sentido, certo? São para viagens curtas, não para velocidade.
Depois, há os que têm um aspeto mais elegante — mais compridos, mais leves, com rodas maiores. Vi um perto do aeroporto, conduzido por um tipo chamado Arjun. Disse que o dele chega aos 50 km/h num dia bom, sem brincadeira. "Este é para viagens mais longas", disse-me. "Pessoas que vão da cidade para o aeroporto ou para cidades próximas. Tenho um motor de 2000 W e uma bateria de 72 V — muito mais potência. Mas nunca conduzo tão depressa na cidade, pá. Muito perigoso. Na estrada, porém? Suave como manteiga." Dei uma voltinha rápida e, sim, ganhei velocidade muito mais depressa do que os da cidade. Parecia quase uma pequena trotineta, para ser sincero.
E depois, os de carga... ui, esses são lentos. Vi um carregado com 10 caixas de mangas, a moverem-se tão lentamente que eu podia andar ao lado dele sem sequer suar. O motorista disse que mesmo vazio, só chega a cerca de 20 km/h. "Foi feito para carregar peso, não para ir rápido", disse. "A estrutura é reforçada, o motor é mais pequeno. Se tentasse ir mais rápido com todo este peso, ia queimar o motor. Não vale a pena o dinheiro para o reparar." Faz todo o sentido — não precisa de velocidade quando está a transportar coisas pesadas.
2.º As peças que fazem o carro funcionar — os condutores sabem-no muito melhor do que qualquer engenheiro.
Olha, eu não sou engenheiro. Não ligo a essas especificações técnicas e palavras complicadas. Mas estes motoristas? Conhecem cada peça dos seus triciclos elétricos como a palma da mão. Perguntei-lhes o que faz com que um seja mais rápido do que o outro, e eles explicaram-me numa linguagem simples — sem jargões, sem rodeios. Só conversa fiada.
Para começar, o motor. Raju disse que a potência importa, mas não tanto como as pessoas pensam. "O meu motor de 800 W é ótimo para a cidade", disse. "Mas se eu colocasse um motor de 2000 W neste riquexó? Seria demasiado — esta estrutura não aguentaria, e a bateria esgotar-se-ia em poucas horas. Perda de tempo." Arjun, com o modelo mais rápido, disse que o seu motor de 2000 W é de um tipo diferente — um motor síncrono de íman permanente, como lhe chamou. "É mais eficiente", disse. "Anda mais depressa sem gastar mais bateria. Valeu cada cêntimo que gastei. Poupei uma fortuna em custos de recarga."
Depois vem a bateria. Aparentemente, a voltagem é fundamental. "Uma bateria de 72 V é mais rápida do que uma de 48 V, mas só se for compatível com o motor", disse Raju. "Uma vez tentei colocar uma bateria de 72 V no meu antigo riquexó — um desastre total. O motor não aguentou a potência, estava sempre a perder velocidade e acabou por queimar. Gastei uma fortuna à toa. Que erro estúpido." Comentou ainda que as baterias velhas deixam o veículo mais lento. "Ao fim de um ano, a minha bateria começou a perder potência. Antes chegava aos 25 km/h com facilidade; agora, se conseguir 22 km/h, já é uma sorte. Tem de se fazer a manutenção, senão fica-se a arrastar o dia todo."
E o controlador — Arjun chama-lhe o “cérebro” do riquexó. “Um controlador barato estraga um bom motor, sem dúvida”, disse. “Tinha um motor de 3000 W, mas o controlador era uma porcaria barata. Funcionava como um motor de 1500 W — não conseguia passar dos 30 km/h. Troquei o controlador por um bom, e agora chega aos 50 km/h facilmente. Acreditem, não poupem no controlador. Vale a pena o investimento.”
3.º A vida real acaba com a velocidade — nunca verá um triciclo elétrico à velocidade máxima.
O riquexó elétrico do Arjun consegue atingir os 50 km/h, mas diz que só o faz uma ou duas vezes por semana — quando as ruas estão vazias, sem trânsito, sem peões. Na maioria dos dias? Fica preso a 25 km/h, tal como o Raju. Por quê? Porque a vida real atrapalha, pá. Não pode simplesmente pisar fundo e sair a alta velocidade na cidade.
Em primeiro lugar, as regras. Em Deli, o governo limita a velocidade dos riquexós elétricos a 25 km/h. "Colocam um limitador de velocidade em cada um deles", disse Raju. "Mesmo que o motor possa ir mais depressa, o limitador impede-o. Se tentar retirá-lo, leva uma multa. Não vale a pena o incómodo. Tenho família para sustentar — não me posso dar a esse luxo." Verifiquei e é igual em Banguecoque e Jacarta também — a maioria das cidades limita a velocidade a 25 km/h para garantir a segurança das pessoas. Algumas estão mesmo a falar em reduzir para os 20 km/h porque os acidentes são muito frequentes.
Depois, há a questão do terreno. Deli tem várias pequenas colinas, e até uma ligeira inclinação reduz a velocidade destes veículos. "Com 3 passageiros, perco 10 km/h a subir uma encosta", disse Raju. "Ladeiras íngremes? Tenho sorte se chegar aos 15 km/h. Estes riquexós são leves — não conseguem lidar com subidas e velocidade ao mesmo tempo." O peso também importa — cada passageiro, cada caixa, abranda. "Mais 50 kg e perde 5 km/h", disse Arjun. "Os riquexós de carga chegam a carregar 200 kg por vezes — não conseguem ir depressa mesmo que quisessem. Peso a mais."
E o clima? Nem me fale. A chuva torna as estradas escorregadias, pelo que os condutores reduzem a velocidade para evitar bater em alguma coisa. O vento — sobretudo os ventos fortes de frente — empurra o riquexó, dificultando a velocidade. "Perdi 10 km/h numa tempestade no mês passado", disse Arjun. "Parecia que estava a conduzir contra uma parede. E os buracos? Se passar por um a alta velocidade, parte a suspensão. O meu riquexó é o meu sustento — não tenho dinheiro para o reparar. Por isso, passo devagar por eles."
Assim, qual a velocidade máxima que um triciclo elétrico pode atingir? A resposta real, sem rodeios.
Depois de falar com todos estes condutores, eis a verdade nua e crua — sem mentiras, sem floreados. A maioria dos riquexós elétricos atinge os 20-25 km/h na cidade. Os mais rápidos podem atingir os 45-55 km/h, mas apenas quando as condições são perfeitas: ruas vazias, sem vento, sem subidas. E os de carga? No máximo 20 km/h, mesmo vazios. É assim mesmo.
Mas veja bem: não precisam de ser rápidos. Servem para te levar do ponto A ao ponto B, de forma barata e fácil. Se está à espera que um riquexó elétrico acompanhe um carro, vai ficar desiludido. Mas se só precisa de voltar para casa do metro ou comprar mantimentos no mercado? Eles são perfeitos. Cumprem a função, sem complicações.
Os condutores não se preocupam com a velocidade — preocupam-se em manter os seus riquexós a funcionar, ganhar dinheiro e manter-se seguros. E, sinceramente? É só isso que interessa. Os riquexós elétricos não são veículos velozes. São apenas… úteis. E isso é mais do que suficiente. Confie em mim.





