Os clientes brasileiros testam o tuk-tuk no local!

2026/02/06 14:04

Porque é que os clientes brasileiros nos procuraram: Cansados ​​de tuk-tuks genéricos que não funcionam.

Esta não é uma empresa de transportes qualquer — é a espinha dorsal da conectividade para pequenas empresas e comunidades em todo o sudeste do Brasil. Os seus motoristas passam mais de 12 horas por dia a conciliar tudo: a transportar trabalhadores de escritório no trânsito intenso de Belo Horizonte, a levar caixas de fruta fresca das fazendas rurais para os mercados da cidade e até a levar turistas para pequenas cidades costeiras aos fins de semana. O uso misto é assim que funciona no Brasil, e os seus antigos tuk-tuks? Estavam a desaparecer como moscas.

Já tinham tentado modelos importados e prontos a usar — ​​um grande erro. Estes tuk-tuks enguiçavam no meio das subidas íngremes nos arredores de Ouro Preto, enferrujavam em seis meses por causa da humidade do litoral e, quando uma peça se partia? Tinham de esperar mais de quatro semanas para que as importações chegassem da Ásia. Os motoristas estavam a perder dinheiro, os clientes estavam a ficar frustrados e a empresa estava cansada de desperdiçar dinheiro em veículos que não eram adequados para o Brasil. Foi então que nos encontraram — ouviram dizer que não vendemos apenas tuk-tuks; construímo-los para o caos específico de cada país. E queriam ver com os seus próprios olhos. Sem folhetos brilhantes, sem discursos de vendas sofisticados — apenas testes reais, com os seus próprios condutores ao volante.


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Procura do consumidor: itens inegociáveis ​​​​para as rodovias brasileiras

Quando se sentaram para conversar connosco, não perderam tempo com "itens desejáveis". Estes eram pontos essenciais, vindos diretamente dos condutores que melhor conhecem as estradas do Brasil:

  • Potência para subidas íngremes nas montanhas do Brasil: A Serra do Mar e a Serra da Mantiqueira têm estradas que deixam nervosos até os condutores mais experientes — subidas íngremes, curvas apertadas e ar rarefeito a altitudes mais elevadas. Os seus antigos tuk-tuks paravam a meio da subida, deixando os condutores presos com uma carga pesada e passageiros irritados. Precisavam de um motor preparado para as montanhas do Brasil — binário suficiente para subir rapidamente, mesmo com quatro passageiros e uma caixa de mangas.

  • Proteção contra a humidade e a chuva: A estação das chuvas no Brasil (de novembro a março) encharca tudo, e a humidade do litoral corrói o metal desprotegido rapidamente. Precisavam de uma proteção robusta contra a ferrugem, cablagem à prova de água e guarda-lamas que aguentassem a lama — acabaram-se os curtos-circuitos ou a chapa corroída ao fim de alguns meses.

  • Fácil de reparar com peças locais: No interior do Brasil, não existem mecânicos com ferramentas sofisticadas ou formação especializada. Se uma peça se avaria numa cidade pequena como Tiradentes, o condutor tem de a reparar no próprio dia, sem ter de esperar semanas por peças importadas. Os tuk-tuks tinham de ser simples, com peças compatíveis com o stock das oficinas mecânicas locais. Se um mecânico consegue reparar uma carrinha pequena, deve conseguir reparar estes tuk-tuks.

  • Eficiência de combustível que poupa dinheiro aos condutores: Os preços dos combustíveis no Brasil são muito variáveis, e a maioria dos condutores paga o combustível do seu próprio bolso. Um tuk-tuk que consome muito combustível significa menos dinheiro para as suas famílias. Precisavam de um motor que aproveitasse cada litro ao máximo — sem desperdícios, sem custos extra.

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Testes no local: os pilotos brasileiros assumiram o controlo (e deram-nos um feedback brutal e perfeito)

Não os deixámos apenas testar os nossos tuk-tuks — deixámos que eles comandassem tudo. Trouxeram quatro dos seus motoristas mais experientes (gajos com mais de 15 anos ao volante no Brasil) e um técnico especializado. Carlos, o motorista principal, tinha um lema: "Se funciona para mim em Minas Gerais, funciona para qualquer um". E nós ouvimo-lo.

Primeiro, construímos uma pista de testes que fosse como um ambiente familiar para eles. Nivelámos uma colina íngreme coberta de gravilha para simular as estradas nos arredores de Ouro Preto (chegamos a ajustar a pressão dos pneus para corresponder à altitude local), removemos a lama para testar o desempenho na época das chuvas e pavimentamos um troço irregular e cheio de buracos, exatamente como as estradas de terra batida rurais por onde passam diariamente. Montámos até uma pequena oficina de automóveis com as mesmas ferramentas que um mecânico brasileiro local usaria — nada de equipamento sofisticado, apenas o básico.

Os testes foram brutais — e exatamente o que precisávamos. Carlos levou o primeiro protótipo para o cimo da encosta íngreme, acelerou e abanou a cabeça. "Muito lento", disse, alternando entre o português e o inglês arranhado. "Precisamos de mais potência para ultrapassar os camiões na subida — caso contrário, perdemos tempo e passageiros." Os nossos engenheiros pegaram nas suas ferramentas, ajustaram o carburador ali mesmo e aumentaram o binário a baixas rotações. Voltou a subir, sorriu e fez sinal de positivo. "É isso — este não me vai deixar ficar mal."

Mariana, outra condutora, apontou para os guarda-lamas: “Muito pequenos. A lama vai salpicar os passageiros e enferruja a chapa em 6 meses.” Trocámos os guarda-lamas por outros mais pesados ​​e largos ali mesmo. Encheram a carroçaria com sacos de areia (para simular caixas de fruta) e passaram por cima dos buracos — a suspensão estava demasiado baixa. Melhorámos as molas nessa tarde.

Em seguida, veio o teste de reparação. Pedimos ao seu técnico especializado, o João, que desmontasse o motor e o voltasse a montar — sem instruções, apenas com as suas próprias ferramentas. Terminou em 45 minutos, rindo. "Os mecânicos locais fazem isso em 30", disse. "Perfeito. Chega de esperar por peças — podemos arranjar isso em qualquer parte do Brasil."

Cada ajuste surgiu das dificuldades reais do seu dia a dia — e não das nossas suposições. Isto não era um teste; era construir um tuk-tuk com eles, para as suas ruas. Não testaram apenas os nossos veículos — ajudaram a projetá-los.


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Resultado: Uma grande encomenda e um cliente que confia em nós.

Após dois dias de testes, o responsável de frota, Rodrigo, sentou-se connosco. Não hesitou — pegou no telefone e ligou para o escritório. “Estamos a fechar negócio”, disse. “Estes tuk-tuks foram feitos para o Brasil. Não para um mercado genérico — para as nossas estradas, os nossos motoristas, os nossos clientes.”

Sem atrasos, sem negociações de última hora. Aprovaram os testes nessa tarde e efetuaram o pagamento integral no dia seguinte. Os primeiros 150 tuk-tuks personalizados já estão a bordo de um navio de carga, a caminho do Porto de Santos, prontos para circular pelas estradas brasileiras dentro de poucas semanas. Assim que chegarem, serão distribuídos aos condutores em Belo Horizonte, Ouro Preto e Tiradentes, e estarão em funcionamento dentro de uma semana.

Rodrigo resumiu tudo na perfeição antes de partirem: “Já comprámos tuk-tuks importados antes. Partem-se, enferrujam e deixam os nossos motoristas pendurados. Vocês ouviram-nos e construíram algo que funciona para o Brasil. Os nossos motoristas vão ganhar mais dinheiro, os nossos clientes vão ficar mais satisfeitos e nós vamos crescer. Era só isso que queríamos.”