Os tuk-tuks e os riquexós motorizados são a mesma coisa?

2026/04/07 14:54

Deixa-me contar-te tudo diretamente das minhas viagens — sem conversa fiada, só a realidade. Há cerca de dois anos, estava em Banguecoque, só a passear, sem sequer procurar boleia, quando um triciclo passou zunindo por mim. Sabe aquele som? Aquele zumbido do "tuk-tuk"? Impossível esquecer. Pensei: "Ah, é um tuk-tuk — tão simples quanto isso". Depois, um mês depois, estava em Deli, perdido, a tentar encontrar o meu hotel, e um triciclo parou à minha frente. Os locais gritavam "auto! auto!" e eu fiquei tipo... espera lá, isto é a mesma coisa que um tuk-tuk, certo? Errado. Completamente errado. Entrei e, em cinco minutos, já se percebia que não tinham nada a ver um com o outro. Não é só o nome — tudo neles é diferente. Deixa-me explicar como se estivesse a falar com um amigo, porque é só mesmo isso — a minha própria experiência, sem peneiras de inteligência artificial, só a realidade.


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1.De onde vieram? Surpresa total — não foram da Tailândia nem da Índia.

Juro, antes de viajar, simplesmente assumia que os tuk-tuks eram tailandeses e os riquexós motorizados eram indianos. Toda a gente que conheço pensava o mesmo. Mas depois comecei a falar com os motoristas, e eles contaram-me as coisas mais loucas. Acontece que nenhuma destas duas coisas começou onde pensamos. Ambas remontam ao período pós-Segunda Guerra Mundial, mas em lugares totalmente diferentes, e chegaram à Tailândia e à Índia de maneiras completamente distintas.

Os tuk-tuks — sim, aqueles coloridos de Banguecoque — são, na verdade, italianos. Incrível, certo? Existe um modelo chamado Piaggio Ape, que significa "abelha" em italiano. Foi criado em 1948, depois da guerra, porque as pessoas precisavam de um meio de transporte barato. Na década de 50, estes pequenos veículos chegaram à Tailândia. Os locais fizeram algumas modificações — retiraram a carroçaria, colocaram bancos — e chamaram-lhes "Samlo Krueang". Sinceramente, não sei como pronunciar isto, por isso nós, turistas, começámos a chamar-lhes tuk-tuks, porque é o som que o motor faz. Na década de 70, estavam por todo o lado — os turistas adoravam, os habitantes locais dependiam deles. O governo tailandês tentou proibi-los em 1965, alegando que eram inseguros e lentos. Mas os moradores revoltaram-se — protestaram, gritaram, recusaram-se a deixá-los partir — e a proibição foi revogada. Uma vitória total para os mais pequenos.

Os riquexós motorizados? Uma vibe completamente diferente. Estão por toda a parte na Índia agora — não se consegue andar dois quarteirões sem ver um. Mas a primeira versão foi feita no Japão, em 1947. Sim, Japão. Um cara inventou um veículo motorizado de três rodas e, na década de 50, ele chegou à Índia. Os indianos o adaptaram para lidar com as estradas — porque, sejamos sinceros, as estradas indianas são esburacadas demais — e para transportar mais pessoas. Ao contrário dos tuk-tuks, estes foram feitos para os passageiros desde o início. Durabilidade acima da velocidade, com certeza. Agora fazem parte do ADN da Índia — vêem-se em todas as cidades, em todas as aldeias. E há mais: depois de 2003, o Iraque importou toneladas deles para substituir os sedans que as pessoas detestavam. Incrível como estes pequenos veículos se espalharam, não é?


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2.º Qual a aparência delas? Construídas para as suas próprias estradas — sem qualquer dúvida.

É possível diferenciá-las em dois segundos se olhar com atenção. Não se trata apenas da cor ou do tamanho — trata-se da forma como são construídas. São feitas para os locais onde estão, tão simples quanto isso. Os becos estreitos de Banguecoque versus o caos esburacado de Deli? São concebidas para situações completamente diferentes.

Os tuk-tuks são sinónimo de rapidez e diversão. A maioria é aberta — sem paredes laterais, apenas uma pequena cobertura para proteger do sol. São super leves, com o motor à frente, o que lhes permite cortar o trânsito de Banguecoque como um pequeno inseto. Consegue passar por entre carros que veículos maiores não conseguem. Os bancos são pequenos bancos virados para a frente e pintados com as cores mais vibrantes possíveis — rosa néon, laranja brilhante, verde elétrico. Também são pequenos — no máximo 2 ou 3 pessoas. O motor é fraco, mas quem se importa? Não vai longe, apenas se esquiva no trânsito. A manobrabilidade é aqui fundamental, não a velocidade.

Os riquexós motorizados? São feitos para cumprir a sua função, sem peneiras. Cabine fechada, paredes de metal, teto de lona — essencial na Índia, porque o pó é intenso e as monções são brutais. O motor está na parte traseira, o que lhes confere mais potência — ótimo para viagens mais longas, uma vez que os riquexós motorizados, por vezes, vão muito além dos centros urbanos. São maiores também — cabem 3 ou 4 pessoas. E são robustos — construídos para aguentar aqueles buracos que parecem que vai cair numa vala. Hoje em dia, muitos deles funcionam com GNV ou eletricidade, porque a Índia está a tentar reduzir a poluição. E os tuk-tuks na Tailândia? A maioria ainda usa gasolina, mas os elétricos começam a aparecer — lentamente, porém. Não tão rápido como a transição na Índia.


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3.º Cavalgando-os? Noite e dia — Caos versus regras

If you’ve ridden both, you know what I mean. A experiência é totalmente diferente porque a forma como são executados não é de todo semelhante. Paying, routes, drivers—all different. It’s like two different worlds.

Tuk-tuks na Tailândia? Um caos total, no melhor e no pior sentido. A maioria dos condutores não usa taxímetro — é preciso negociar antes de entrar. E aviso: os turistas são explorados a toda a hora. Uma vez, cobraram-me o dobro por uma corrida de 10 minutos porque não perguntei a um habitante local antes. A maioria dos motoristas tem o seu próprio tuk-tuk, trabalha por conta própria — sem percursos fixos, sem chefe. Eles te levam para qualquer lugar, até mesmo desviam o caminho para te mostrar uma lojinha legal (ou uma armadilha para turistas onde eles ganham uma porcentagem). Bangkok tentou resolver o problema da cobrança abusiva — pontos de táxi exclusivos, multas —, mas ainda acontece, principalmente perto do Central World ou do Grande Palácio. Pergunte a um habitante local quanto custa a corrida. Confie em mim.

Os riquexós motorizados na Índia? Totalmente o oposto — super regulamentados. Quase todos os motoristas utilizam o taxímetro e as tarifas são fixadas pelo governo. Deli, Bombaim, Bengaluru — tarifas diferentes, mas fixas. Os condutores precisam de licença e permissão, e muitos alugam os seus riquexós em vez de os possuírem. Algumas cidades têm percursos fixos, mas fazem desvios se pedir com educação. Este ano (2026), as regras tornaram-se mais rígidas — multas por cobrança excessiva e estão a incentivar fortemente os riquexós elétricos. Ah, e os riquexós motorizados têm uma versão de carga — para entregar coisas. Nunca verá um tuk-tuk a fazer isso. Nunca.

Então, voltando à questão: os tuk-tuks e os riquexós motorizados são a mesma coisa? Claro que não. Parecem semelhantes, ambos são veículos de três rodas e ambos te levam para lá e para cá. Mas a origem, a construção e a forma de os pilotar são completamente diferentes. Da próxima vez que estiver na Ásia, observe com atenção. Vai notar a diferença imediatamente. E se estiver em viagem, saber isso vai evitar confusões (e gastos extra). Acreditem, aprendi da pior maneira.

Tem alguma história sobre tuk-tuk ou riquexó? Conte-nos nos comentários. E seja sincero: confundiu-os no início? Eu também confundi, sem vergonha nenhuma.


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